De que vale agora a vida se me levaram o amor que transportava para longe da solidão? Aquele amor que enche a vida de harmonias e encantos, que acorda as vibrações e leva para longe as frustrações.
Pobre rapaz que anda cada vez mais desfalecido, cansado, ofegado. Anda apenas por ai, com os olhos fixos no alcatrão, nessa busca infinita do negro. Outras vezes fica com o olhar pávido, firme, de quem contempla e pasma ante uma visão que resiste permanecer na sua mente destruída. Para ele é o principio do fim, não existe maneira de continuar a fingir de que a vida anda carregada de alegria. Ele não é forte como os outros, ele é sensível. Sensível demais, ao ponto de deixar que essas frustrações impeçam que volte a ter o entusiasmo de quando era criança.
Ele ama demais a mulher e o filho mais novo lembra-o de como ele costuma ser, cheio de amor e alegria, que abraça toda a gente que encontra só porque a vida é bela. Mas ele perdeu essa paixão pela vida e sabe que não há retorno. Nesta altura o melhor a fazer é queimar de vez o sofrimento, em vez de o ver apagar-se aos poucos.
Diz ele aos mais queridos: “Por favor, vão em frente. A vossa vida será tão mais feliz sem mim.”
quarta-feira, março 16
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